S
Текст
O vento corta a coxilha Sou da serra, sou filha O rancho de taipa espera Nesta nova primavera Piso no capim gordura Com a alma mais pura Oito baixos vão roncando E a gente vai se lembrando Na soleira deixo a prata Que a memória resgata O brilho que o tempo consome Não apaga o meu nome A promessa é palavra Que na alma se lavra Sou o mate no entardecer O orgulho de pertencer Respeito o que a vó ensinou No chão que me batizou Devolvo o anel pro destino Sigo o meu próprio caminho (Gaita toca o coração) (Vanerão neste galpão) (Gaita toca o coração) (Respeito pela tradição) As folhas da corticeira Voam pela mangueira O sol se põe no horizonte Bebendo água da fonte O silêncio é oração Deste velho rincão Onde a palavra era lei E onde eu me encontrei O brilho que o tempo apaga Mas a raiz não esmaga Guardei o que era devido Neste solo querido Honra e simplicidade Curando a minha saudade Sou o mate no entardecer O orgulho de pertencer Respeito o que a vó ensinou No chão que me batizou Devolvo o anel pro destino Sigo o meu próprio caminho Não é laço de guri É o sangue que corre aqui Herança de quem ficou E a terra nunca deixou A prata volta pro pó Pela benção da minha vó O gado pasta no cerro Ouço o som do sineteiro A porta range no eixo Tudo o que é falso eu deixo A aliança ali esquecida É lição pra toda a vida Raiz que o tempo sustenta Quando o minuano aumenta Sou o mate no entardecer O orgulho de pertencer Respeito o que a vó ensinou No chão que me batizou Devolvo o anel pro destino Sigo o meu próprio caminho (Gaita toca o coração) (Vanerão neste galpão) (Gaita toca o coração) (Respeito pela tradição)
Комментарии (0)
Загрузка…