Poeira do Quintal
Thiago20 reproduções
A chuva cai no asfalto quente O ponto de ônibus está deserto Seguro as canecas que a gente Usava no café tão perto Madrugada já virou o dia E a minha alma está vazia Cada porta que se abre eu olho Sinto o seu cheiro no ar Mas é só o vento que escolho Pra tentar te encontrar Eu inventei essa desculpa Pra você vir buscar o que restou Mas a verdade é que a culpa É desse amor que não passou Não leve nada, leve a mim Não deixe o nosso sonho assim Ah, meu bem Volta pra mim Não me deixe aqui no fim O ônibus das quatro já passou O motorista até me estranhou Sigo aqui com o frio no peito Desse amor que não tem jeito Suas roupas no saco de lixo São o meu último capricho O orvalho molha o meu rosto Confundo a gota com o pranto Sentindo o amargo desse gosto De te amar tanto, tanto Eu inventei essa desculpa Pra você vir buscar o que restou Mas a verdade é que a culpa É desse amor que não passou Não leve nada, leve a mim Não deixe o nosso sonho assim Sou um homem simples, eu confesso Nesse meu humilde retrocesso Não tive coragem de pedir Pra você nunca mais partir As chaves ainda estão no portão Esperando a sua mão Cadê você? Onde você está? Eu não aguento mais esperar Eu inventei essa desculpa Pra você vir buscar o que restou Mas a verdade é que a culpa É desse amor que não passou Não leve nada, leve a mim Não deixe o nosso sonho assim Ah, meu bem Volta pra mim Não me deixe aqui no fim
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