Luz de Varal
Thiago43 plays
O sol se apaga no muro O asfalto brilha no escuro A bag pesa o destino Escravo do algoritmo Chuva na viseira embaçada Mais uma entrega, mais nada Prometeram o topo da glória Mas apagaram a nossa história Dizem que o esforço é a chave Enquanto o cansaço é grave Correndo no relógio quebrado Nesse asfalto sempre cansado Não sou herói de vitrine Onde a fome define o crime Minha raiva não cabe na caixa A esperança agora abaixa Motor que ruge e reclama A alma deitada na lama Ninguém vê quem tá por trás Da pressa que a gente faz Corredores de puro concreto Onde o desprezo é o teto Mas vi um gesto de amigo No meio desse perigo Um copo d'água ofertado Por um irmão explorado Correndo no relógio quebrado Nesse asfalto sempre cansado Não sou herói de vitrine Onde a fome define o crime Minha raiva não cabe na caixa A esperança agora abaixa No fundo da mochila guardado Um sonho de rock enterrado Eu queria o palco e o grito Não esse silêncio maldito Ainda sou aquele menino Desafiando o próprio destino Doze horas de puro veneno O mundo parece pequeno Eles vendem a falsa vitória Eu conto a minha memória Não aceito essa servidão Eu sou a própria explosão Cinquenta centavos por quilômetro Medindo a dor no termômetro Cinquenta centavos por quilômetro Quebrando o meu próprio barômetro Correndo no relógio quebrado Nesse asfalto sempre cansado Não sou herói de vitrine Onde a fome define o crime Minha raiva não cabe na caixa A esperança agora abaixa
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