kizomba

Luz Amarela

Thiago

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Testo

Luanda dorme no escuro
Eu encostado no muro
O poste chora amarelo
O fim do nosso castelo
Lá em cima a música toca
O beijo que não toca a boca
O champanhe que o outro abre
A ferida que ninguém sabe

Disseste que vinhas
As mãos eram minhas
Agora o silêncio é o que resta
Enquanto danças na tua festa

Vem cá
Só mais uma vez no pensamento
Sente o meu corpo nesse momento
A pele que ardeu ontem à noite
O amor que virou o meu açoite
Não tenho raiva, só tenho sede
Do que ficou preso na parede

Tarracha devagar no meu peito
Mesmo que nada tenha mais jeito
Só tu e eu
O que se perdeu

O noivo sorri pra família
Tu és a luz, a vigília
Eu sou a sombra na rua
A parte que ainda é tua
Lembro do cheiro no lençol
Antes de nascer este sol
Promessas feitas no escuro
Que não atravessam o muro

O brilho do anel te prende
O fogo que a gente entende
Apaga sem fazer barulho
No fundo desse meu orgulho

Vem cá
Só mais uma vez no pensamento
Sente o meu corpo nesse momento
A pele que ardeu ontem à noite
O amor que virou o meu açoite
Não tenho raiva, só tenho sede
Do que ficou preso na parede

O baixo vibra bem fundo
É o fim do meu mundo
Não vou gritar o teu nome
O meu desejo me consome
Adeus sem palavra dita
A alma que ainda acredita

Fica
Naquela varanda
Rainha de Luanda
Perdida de mim

Vem cá
Só mais uma vez no pensamento
Sente o meu corpo nesse momento
A pele que ardeu ontem à noite
O amor que virou o meu açoite
Não tenho raiva, só tenho sede
Do que ficou preso na parede

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