A
Lirik
Vinte anos de poeira Caminhando na cidade Vi a velha porteira Caída por vaidade O tempo não perdoa O que a gente deixa O coração se queixa Nessa vida à toa Procurei a goiabeira Que meu pai plantou Só restou a saudade Que o vento carregou Chão de terra batida Minha alma se curvou A raiz da minha vida O asfalto não roubou O cheiro do café Vindo do fogão Me pôs de pé Limpou meu coração O mato cresceu no peito Mas o sangue é da terra Parei de lutar a guerra Deixei o asfalto pra trás Aqui o silêncio traz paz Aqui o meu resto se faz O mundo lá fora gira Mas aqui a alma respira Onde a verdade não tira O que a gente admira Na venda da esquina O sino ainda toca Vi aquela menina Com mel na sua boca Cabelo de prata agora Mas o brilho não foi embora Ela me viu chegar E parou de respirar O balcão de madeira Marcado pelo tempo Ela foi a companheira De todo meu pensamento Olhou nos meus olhos Sem nada perguntar Deixou o pranto cair Para me abençoar Ela nunca se casou Guardou o meu lugar O rádio ainda toca A moda de chorar O abraço foi de volta Pra nunca mais soltar O tempo que passou Veio nos perdoar O mato cresceu no peito Mas o sangue é da terra Parei de lutar a guerra Deixei o asfalto pra trás Aqui o silêncio traz paz Aqui o meu resto se faz Viola ponteia o destino O homem encontra o menino O toque do sino divino Traça o nosso caminho O mato cresceu no peito Mas o sangue é da terra Parei de lutar a guerra Deixei o asfalto pra trás Aqui o silêncio traz paz Aqui o meu resto se faz O amor que espera Vence qualquer era A alma se recupera No colo da primavera
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Memuatkan…