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歌詞
Neblina desce sobre o meu pomar Galo no poleiro começa a cantar Som do riacho corre ali do lado Banhando o caminho do gado pastado O frio da manhã vem visitar Lenha no fogo começa a estalar Cheiro do café já corta o ar Falta aquela mão pra me ofertar Leite tirado na beira do curral Naquela caneca que não tem igual Cacos de barro guardo no peito Lembrança da velha, seu jeito eleito Vida é só um grão de areia Alma da gente é o que clareia Saudade é silêncio mora na sede Retrato antigo lá na parede Laranjas doces pendem no galho Molhadas de frio, cobertas de orvalho Vejo galinhas ciscando o terreiro No mesmo compasso do meu paradeiro Vovó dizia com voz de bondade Paz verdadeira não mora na cidade Fogão de lenha desenha o destino Eu volto a ser aquele menino Que via no barro a maior riqueza Sentado com ela na ponta da mesa Cacos de barro guardo no peito Lembrança da velha, seu jeito eleito Vida é só um grão de areia Alma da gente é o que clareia Saudade é silêncio mora na sede Retrato antigo lá na parede Viola ponteia uma mágoa dolente Sanfona suspira o que a gente sente Não é o valor que o ouro compra É a fé no peito que nunca rompa Barro quebrado é o meu tesouro Vale muito mais que mina de ouro Hoje cuido da roça com carinho Seguindo as pegadas do mesmo caminho Cada caco que resta é oração Brota do fundo do meu coração A sede está muda, tempo passou Amor da velha aqui se ficou Cacos de barro guardo no peito Lembrança da velha, seu jeito eleito Vida é só um grão de areia Alma da gente é o que clareia Saudade é silêncio mora na sede Retrato antigo lá na parede
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