sertanejo universitario

Chapéu de Palha na Garupa

Camila

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Testo

Chuva fina no asfalto quente
Cheiro de terra que a gente sente
Parei a moto no acostamento
Pra ver passar esse momento
O interior tem esse silêncio
Que faz a gente pensar por dentro

Abri o baú, procurei a capa
Mas o destino me deu um tapa
Aquele chapéu de palha amassado
Esquecido aqui, deixado de lado
Três anos de poeira e de festa
É só o que daquela noite resta

O dedo coça pra discar o número
O clima lá fora tá meio úmido
Bateu um aperto, uma vontade
De transformar em voz essa saudade

Mas olha só que coisa engraçada
Eu sorri sozinha aqui na estrada
Lembrei de você e não doeu nada
A ferida enfim tá cicatrizada
O chapéu na mão, o peito em paz
O que passou, não volta mais

Não dói mais
Não volta mais
O chapéu na mão
O peito em paz

Naquela garupa você me abraçava
A gente ria, a gente cantava
A festa de peão era o nosso mundo
E eu te amava a cada segundo
Hoje eu vejo a palha desfiada
E percebo que não me falta nada

O dedo coça pra discar o número
O clima lá fora tá meio úmido
Bateu um aperto, uma vontade
De transformar em voz essa saudade

Mas olha só que coisa engraçada
Eu sorri sozinha aqui na estrada
Lembrei de você e não doeu nada
A ferida enfim tá cicatrizada
O chapéu na mão, o peito em paz
O que passou, não volta mais

Não é rancor, é só lembrança
Perdi o medo, ganhei confiança
A gaita chora um tom de alegria
Por tudo que a gente um dia seria
Mas que bom que a gente não foi
O amor passou, a vida flui

Mas olha só que coisa engraçada
Eu sorri sozinha aqui na estrada
Lembrei de você e não doeu nada
A ferida enfim tá cicatrizada
O chapéu na mão, o peito em paz
O que passou, não volta mais

Não dói mais
Não volta mais
O chapéu na mão
O peito em paz

Três anos depois
A chuva lavou nós dois
O chapéu eu guardo
Mas o seu amor eu deixo pra depois

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