samba

Tempero de Outrora

Thiago

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Testo

O sol queimando a paciência
Naquela velha residência
Onde o samba era lei
Onde um dia te encontrei
Confete voa pelo ar
Fazendo a gente recordar
O tempo que não volta mais
Mas deixou rastros imortais

Na fila do acarajé
Te vi de pé, que mulher
O copo de chope na mão
Bateu forte o coração

Olha que coisa mais linda
Nossa chama não finda
O tempo passou por nós
Mas não calou nossa voz
É malandragem com afeto
Nesse asfalto tão completo

É o brilho do teu olhar
Que me faz querer sambar
Sem pressa de ir embora
Nesse tempero de outrora

Os amigos lá no canto
Celebrando nosso encanto
Lembram da gente guri
Correndo solto por aqui
Camisa aberta, pé no chão
Dona da minha paixão
Anos noventa no peito
Do nosso antigo jeito

Na fila do acarajé
Te vi de pé, que mulher
O copo de chope na mão
Bateu forte o coração

Olha que coisa mais linda
Nossa chama não finda
O tempo passou por nós
Mas não calou nossa voz
É malandragem com afeto
Nesse asfalto tão completo

Não tem drama, nem tristeza
Só a pura natureza
De um querer que se guardou
E na folia despertou
Um brinde à nossa história
Guardada na memória

Olha que coisa mais linda
Nossa chama não finda
O tempo passou por nós
Mas não calou nossa voz
É malandragem com afeto
Nesse asfalto tão completo

É o brilho do teu olhar
Que me faz querer sambar
Sem pressa de ir embora
Nesse tempero de outrora

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