S
Testo
Sábado de sol rachando o asfalto Fui na feira buscar um tempero O pandeiro batia bem alto Sentir aquele cheiro maneiro Entre a couve e o limão galego Vi um rosto que o tempo guardou Perdi logo o meu sossego Quando o compadre me avistou Era o Beto da rua de baixo Que sumiu sem deixar o endereço Com o mesmo jeito esculacho Lembrei dele logo de começo Vem cá, meu irmão, senta aí Pede um pastel com recheio e um gelo A vida é curta pra se esconder Vamos brindar sem nenhum atropelo O samba cura qualquer ferida Nessa tarde de puro prazer A gente entende o valor da vida No simples ato de se rever É o samba, é a feira, é a vida Cerveja gelada e a alma lavada É o samba, é a feira, é a vida Amizade que nunca foi esquecida Lembrou da bola no meio da lama? Daquela vidraça que a gente quebrou? O Seu Antenor fazendo o programa Gritando com a gente, o velho se irritou A gente corria descalço na rua Sem medo de nada, só querendo a lua Hoje o cabelo tá ralo e cinzento Mas o sorriso é o mesmo momento Vem cá, meu irmão, senta aí Pede um pastel com recheio e um gelo A vida é curta pra se esconder Vamos brindar sem nenhum atropelo O samba cura qualquer ferida Nessa tarde de puro prazer A gente entende o valor da vida No simples ato de se rever Não precisa de luxo ou de ouro Pra gente se sentir um tesouro Basta um cavaquinho bem ponteado E o amigo de fé do seu lado O destino é um bicho engraçado Nos traz o passado pro lado de cá Olha a barriga que o tempo te deu Parece que o chope enfim te venceu Mas a alegria não tem validade É o tempero da nossa amizade O garçom já conhece o nosso esquema Outra gelada resolve o problema A feira termina, o samba continua Levando a saudade pro meio da rua Vem cá, meu irmão, senta aí Pede um pastel com recheio e um gelo A vida é curta pra se esconder Vamos brindar sem nenhum atropelo O samba cura qualquer ferida Nessa tarde de puro prazer A gente entende o valor da vida No simples ato de se rever
Commenti (0)
Caricamento…