Cinza e Concreto
Thiago17 बजाव
Poeira vermelha subindo do chão O sol de tarde no meu sertão Cheiro de queijo assado no ar E a sanfona começando a chorar Eu voltei de lá, da capital Pra esse calor que não tem igual Na fila do caldo de cana parei Um rosto antigo ali avistei Quinze anos longe, sem te ver Mas o meu peito voltou a tremer Tu tava linda, com o mesmo olhar Que me fazia sempre sonhar O tempo passou, mas nada mudou A saudade enfim se apresentou O copo gelado suando na mão E o zabumba batendo no chão Vem cá, meu amor, vamos balançar A sanfona chamou, não dá pra negar Peguei sua mão, puxei pro salão O xote curou a minha solidão É hoje que o mundo para de girar Só pra gente poder se amar Oi, pisa no chão, pisa no barro Esquece o barulho, esquece o carro Oi, pisa no chão, pisa com jeito O amor voltou pra dentro do peito (Instrumental de Sanfona) Risada alta por cima do fole Deixando a alma da gente bem mole Tu me olhou com aquele jeitinho Pedindo um pouco de carinho Não precisei nem pedir licença Pra retomar nossa velha sentença O tempo parou na beira do rio O meu coração sentiu um arrepio O melaço doce, o beijo de agora A gente não quer mais ir embora Vem cá, meu amor, vamos balançar A sanfona chamou, não dá pra negar Peguei sua mão, puxei pro salão O xote curou a minha solidão É hoje que o mundo para de girar Só pra gente poder se amar O oito baixos tá saltitante O triângulo tá bem brilhante No passo do xote, no rala-bucho O nosso amor não é de luxo É coisa de feira, é coisa de vida É a alegria que foi devolvida Vem cá, meu amor, vamos balançar A sanfona chamou, não dá pra negar Peguei sua mão, puxei pro salão O xote curou a minha solidão É hoje que o mundo para de girar Só pra gente poder se amar Oi, pisa no chão, pisa no barro Esquece o barulho, esquece o carro Oi, pisa no chão, pisa com jeito O amor voltou pra dentro do peito
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