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Paroles
Headset apertando a têmpora Script que a alma não decora Ouvi: “Sua vaga não vigora” Fui pra rua sem demora Mas o barro já tava na bota Plantei o que ninguém nota Oito horas de pé no balcão Agora é terra na palma da mão Três da manhã e a mangueira ligada Hi-hat de chuva na telha furada Eles dormiam enquanto eu regava Cada muda que a gente esperava Verde no cinza floresceu O que era espinho já cresceu Ninguém me deu, eu que fiz Firme no chão, minha raiz Dois mil vasos na laje Sigo firme na viagem Raiz que prende no chão Sem pedir sua permissão Raiz que prende no chão Flores na palma da mão Vizinho olhou de lado Disse: “Isso é tempo gastado” “Planta não paga o aluguel” Eu olhava pro brilho do céu Terra preta sob a unha A lua foi minha testemunha Etiqueta escrita à mão Brotando a revolução Três da manhã e a mangueira ligada Hi-hat de chuva na telha furada Eles dormiam enquanto eu regava Cada muda que a gente esperava Verde no cinza floresceu O que era espinho já cresceu Ninguém me deu, eu que fiz Firme no chão, minha raiz Dois mil vasos na laje Sigo firme na viagem Vidro quebrado na estufa Noite fria que me estufa Placa pregada na raça Orgulho que nunca passa Vi o reflexo no vidro De tudo que foi vivido Martelo bateu no portão Inaugurei minha mansão Não quero seu ouro falso Ando no asfalto descalço Minha Jiboia subindo o muro Iluminando o meu futuro De atendente a dona do plano Vencendo o cansaço todo ano Eles perguntam o segredo Eu respondo: “Não tive medo” Verde no cinza floresceu O que era espinho já cresceu Ninguém me deu, eu que fiz Firme no chão, minha raiz Dois mil vasos na laje Sigo firme na viagem Raiz que prende no chão Sem pedir sua permissão Raiz que prende no chão Flores na palma da mão
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