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Liedtext
Entre as barracas de artesanato O cheiro do acarajé no ar Teu vulto calmo, no anonimato Fez o meu passo descompassar A brisa sopra o sal no rosto O sol se esconde no horizonte Reencontrar o teu antigo gosto É como atravessar a ponte A gente para no meio da gente O tempo vira um nó apertado O que era frio agora está quente O presente abraça o passado É maré que sobe e que desce Teu olhar ainda me aquece Calor na pele, toque antigo Será que eu fico ou não sigo? É correnteza, é calmaria O que a gente ainda seria? Uhh, essa maré Me deixa sem saber quem é Uhh, esse calor Com cheiro de antigo amor Lembrei do barco e da viagem Que a gente nunca chegou a fazer Tua camisa tem a cor da paisagem Difícil mesmo é não te querer A kalimba toca aqui no peito Ritmo doce, todo sem jeito Você sorri daquele modo exato Que me tira o chão, que me tira o tato A gente para no meio da gente O tempo vira um nó apertado O que era frio agora está quente O presente abraça o passado É maré que sobe e que desce Teu olhar ainda me aquece Calor na pele, toque antigo Será que eu fico ou não sigo? É correnteza, é calmaria O que a gente ainda seria? Nem perto, nem longe demais O sal na boca pede paz Se eu der um passo, o que acontece? A nossa história não envelhece O baixo desliza, o corpo balança No rastro dessa nossa esperança É maré que sobe e que desce Teu olhar ainda me aquece Calor na pele, toque antigo Será que eu fico ou não sigo? É correnteza, é calmaria O que a gente ainda seria? Uhh, essa maré Me deixa sem saber quem é Uhh, esse calor Com cheiro de antigo amor
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